.Jogo células estaminais!

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Células estaminais

·         Células com potencial de diferenciação

·         Encontram-se em diversos estágios: blastocisto, feto, adulto…

·         Existem diferentes níveis de células estaminais: totipotentes, multi-potentes e pluri-potentes.

·         Terão um grande uso no futuro médico

·         Podem ser usadas para regeneração de órgãos, ou transplantes

·         Começam já a ser usadas para doenças degenerativas, como Parkinson ou Alzheimer

As células estaminais são a base de cada órgão, tecido ou célula no corpo humano. Isso significa, também, que são capazes de regenerar ou substituir tecido danificado. Desta forma, permitem reverter o avanço de doenças como cancro, diabetes, sendo também útil para praticamente todo o tipo de lesões sanguíneas e cardiovasculares.

Uma questão pertinente a levantar agora seria: todas as células estaminais têm esta capacidade? A resposta é algo complexa. Existem, na verdade, diversos tipos de células estaminais.

Para realmente perceber a importância e as diferenças existentes dentro destas células há que compreender primeiro que elas estão presentes e são fundamentais em todas as fases de desenvolvimento humano.

No início temos então o zigoto, formado pela junção dos gâmetas masculino e feminino, que se irá converter, num espaço de nove meses num humano funcional e capaz de resistir aos factores ambientais por si só.

O ovo é então a primeira célula estaminal, o primórdio na nossa essência e existência. Visto que é através dela que se obtém todo o nosso organismo é fácil concluir que o seu potencial é total. Daí esta ser uma célula totipotente.

Totipotente é um termo usado para caracterizar uma célula que se pode converter em QUALQUER tipo de célula.

Até ao quarto dia de desenvolvimento embrionário, altura em que surge a mórula, as células são ainda consideradas totipotentes.

No quinto dia de gestação, em que o blastocisto é formado, as células existentes começam a ter algum tipo de especificação. Isto é facilmente observável, pois este já apresenta um formato mais organizado separando as células, por tipo. Nesta fase designamos as células por pluripotentes.

Pluripotente é um termo usado para caracterizar uma célula que se pode converter em PRATICAMENTE TODOS os tipos de célula.

Após oito semanas de desenvolvimento o feto já se encontra arquitectado, apresentando já alguma semelhança ao molde humano. As células fetais são ainda consideradas pluripotentes.

Há ainda aquelas que consideramos ser células multipotentes, por se poderem transformar em vários tipos e que se encontram, por exemplo, num ser humano adulto, na medula óssea.

Vimos que as células estaminais estão presentes em todas as fases de desenvolvimento humano, sendo vitais para o seu funcionamento. Contudo, esta percepção é um pouco limitada, pois, de facto, estas encontram-se na maioria, se não mesmo em todos, os organismos multi-celulares.

As suas funções naturais são variadíssimas e, seguindo o exemplo do ser humano, as células estaminais estão encarregues de toda a renovação epitelial, da formação de células sanguíneas ou até de anti-corpos.

Será também importante referir que o processo pelo qual estas se especializam se chama diferenciação.

Este processo permite uma especialização de uma dada célula, permitindo-lhe exercer uma função específica. Não quer isto dizer que o ADN da célula se modifique. Na verdade, num dado organismo, o ADN das células é constante e invariável. Assim, se tivermos uma célula muscular da parede do coração e uma outra célula epitelial sabemos que a sua sequência genética é exactamente a mesma.

Aquilo que ocorre é a abertura ou fecho de determinados sectores, inibindo ou activando os genes necessários para que a célula se especialize o suficiente para realizar a função desejada. É assim possível, através de várias diferenciações criar diferentes tipos de tecidos, que por sua vez formarão órgãos. É, então, verosímil acreditar que as células estaminais são, sem qualquer dúvida, a base de toda a vida multicelular.

 

publicado por geneticareaprojeto às 14:06
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